quarta-feira, 12 de junho de 2013

'Serpente das profundezas' é clicada no Golfo do México por cientistas

       

Exemplar de peixe-remo, também chamado de regaleco, que foi encontrado no Golfo do México (Foto: Mark Benfield/Louisiana State University)
Exemplar de peixe-remo, também chamado de regaleco, que foi encontrado
no Golfo do México (Foto: Mark Benfield/Louisiana State University)
 Pesquisadores da Universidade Estadual da Louisiana, nos Estados Unidos, conseguiram captar imagens inéditas de um peixe-remo (Regalecus glesne), também chamado de regaleco, que vive nas profundezas do mar.

De acordo com Mark Benfield, pesquisador e responsável por realizar as imagens na região do Golfo do México com um veículo operado remotamente, as imagens ajudaram a dar mais detalhes sobre esta espécie no estudo publicado no início de junho no “Journal of Fish Biology”. Foi a primeira vez que o animal foi perfeitamente visualizado.

O regaleco é um dos maiores peixes do mundo. Segundo Benfield, essa espécie pode atingir entre 8 metros e até 17 metros de comprimento e vive em águas temperadas e tropicais, a uma profundidade de até 3 mil metros. Alguns pesquisadores gostam de se referir a este animal como  serpente marinha.
Essa espécie de peixe pode medir até 17 metros de comprimento, afirma pesquisador (Foto: Mark Benfield/Louisiana State University)
Essa espécie de peixe pode medir até 17 metros de comprimento, afirma pesquisador (Foto: Mark Benfield/Louisiana State University)



Incêndios florestais destroem casas no estado americano do Colorado



Incêndios florestais "fora de controle" atingiam vários pontos do estado americano do Colorado, anunciaram as autoridades nesta quarta-feira (12), destruindo dezenas de moradias e levando à retirada de milhares de pessoas de suas casas.

Vários focos de incêndio afetam atualmente o estado, alimentados pelas temperaturas elevadas, pela umidade baixa e pelos os fortes ventos. O mais violento deles, situado em na Floresta Negra, já destruiu mais de 3.200 hectares de vegetação em Colorado Springs, a segunda cidade do estado.

Mais de cem bombeiros combatem as chamas com a ajuda de 48 helicópteros e elementos da Guarda Nacional.

Milhares de residentes tiveram de abandonar suas casas e mais de 900 presos de um centro correcional foram transferidos para outra prisão.

Morador fotografa o fogo destruindo árvores da Floresta Negra, em Colorado Springs, nesta quarta-feira (12) (Foto: Rick Wilking/Reuters)Morador fotografa o fogo destruindo árvores da Floresta Negra, em Colorado Springs, nesta quarta-feira (12) (Foto: Rick Wilking/Reuters)
Incêndio florestal atinge a Floresta Negra, em Colorado Springs, segunda maior cidade do estado americano. O fogo na floresta foi o mais violento entre os incêndios que tem ocorrido nos últimos dias na região, destruindo mais de 3.200 hectares de mata. (Foto: Rick Wilking/Reuters)Incêndio florestal atinge a Floresta Negra, em Colorado Springs, segunda maior cidade do estado americano (Foto: Rick Wilking/Reuters)
Coroas de fogo são vistas durante incêndio na Floresta Negra nesta quarta-feira (12) (Foto: Ed Andrieski/ AP)Coroas de fogo são vistas durante incêndio na Floresta Negra nesta quarta-feira (12) (Foto: Ed Andrieski/ AP)
Moradores observam incêndio da Floresta Negra em Colorado Springs (Foto: Bryan Oller/ AP)Moradores observam incêndio da Floresta Negra em Colorado Springs (Foto: Bryan Oller/ AP)
Incêndio destruiu várias casas e causou a retirada de milhares de pessoas (Foto: Bryan Oller/ AP)Incêndio destruiu várias casas e causou a retirada de milhares de pessoas (Foto: Bryan Oller/ AP)
Incêndio florestal nesta quarta-feira (12) em Colorado Springs, nos EUA (Foto: Ed Andrieski/AP)Incêndio florestal nesta quarta-feira (12) em Colorado Springs, nos EUA (Foto: Ed Andrieski/AP)
Fonte: g1.globo.com

Parques nacionais lutam contra retrocesso no processo de regularização



Enquanto algumas unidades de conservação (UCs) ainda iniciam o processo de regularização, outros parques nacionais (Parnas) do bioma Mata Atlântica lutam contra a ameaça de um retrocesso. No extremo sul da Bahia, o Parna do Descobrimento está praticamente todo regularizado. A unidade tem pouco mais de 2 mil hectares, dos mais de 26 mil hectares em situação pendente. A maior parcela irregular representa uma área que foi integrada ao parque no ano passado pelo governo federal.
Apesar do cenário mais consolidado, a administração da unidade convive diariamente com pressões de indígenas e assentados que vivem no entorno do parque. "Os índios [pataxós] querem retomar parte da terra, mas a Funai (Fundação Nacional do Índio) está trabalhando nos estudos para verificar se essa terra pertence a eles. Vamos ter que achar um meio termo", disse Aristides Neto, chefe da unidade, biólogo e analistas ambiental do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Ainda sem a solução para o impasse, Aristides conta que o foco da administração, no momento, é a estruturação da sede da unidade. Até hoje, o parque criado em 1999 não tem um prédio administrativo e um centro de visitantes. "Em mais um ano teremos essas obras em conclusão. A estrutura vai ajudar a diminuir os impasses que hoje enfrentamos. Já tivemos problemas com incêndios, por exemplo", explicou.

A caça praticada por assentados e índios com armas improvisadas também tem ameaçado as espécies encontradas na unidade. Aristides Neto disse que o Parna guarda uma das três últimas manchas de Mata Atlântica na Bahia, além dos Parnas do Pau-Brasil e do Monte Pascoal. Segundo ele, o Descobrimento é a unidade mais preservada por abranger área ocupada por uma madeireira internacional que deixou o terreno no final dos anos 1990.

"As áreas no entorno viraram pastos e fazendas. Até hoje ainda temos retiradas clandestinas de madeira na área do parque, mas em pequena escala e estamos trabalhando para mostrar a importância do parque para a comunidade", concluiu o biólogo.

Fonte: Terra

Novo coronavírus tem potencial para causar pandemia, diz OMS

Doença respiratória já atingiu 55 pessoas no globo, das quais 31 morreram.
Agência diz que mundo também devem estar em alerta para H5N1 e H7N9.

Imagem divulgada pela agência britânica de proteção à saúde mostra o coronavírus visto ao microscópio (Foto: AFP)
Novo coronavírus visto ao microscópio (Foto: AFP)

A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou na segunda-feira (10) que o novo coronavírus Mers (sigla para Síndrome Respiratória Coronavírus do Oriente Médio) tem potencial para se transformar em uma pandemia.

Para que isso não ocorra, a OMS está divulgando novas diretrizes para orientar profissionais de saúde de todo o mundo a se manterem atentos aos sintomas da doença.

Segundo a agência, o planeta também está em "fase de alerta" em relação a duas variações de gripe aviária capazes de infectar os seres humanos: os vírus influenza A (H5N1), que surgiu há uma década, e (H7N9), detectado desde março na China.

"Estamos tentando descobrir o máximo que pudermos, e estamos preocupados com esses (três) vírus", disse Andrew Harper, consultor especial da OMS para saúde sanitária e ambiente, em entrevista coletiva convocada para explicar a nova escala de risco do órgão sobre pandemias.

A diretriz provisória, a ser concluída ainda este ano, incorpora lições da pandemia de 2009/10 da gripe suína A (H1N1), que causou cerca de 200 mil mortes, número compatível com os óbitos das gripes sazonais comuns.

A nova escala da OMS, ajustada para incluir a noção de severidade na avaliação de risco, tem apenas quatro fases, em vez das seis anteriores. A ideia é permitir que os países tenham maior flexibilidade na avaliação dos problemas locais.

"A preocupação internacional com essas infecções é elevada, porque é possível que esse vírus se desloque pelo mundo. Já houve vários exemplos em que o vírus se transferiu de um país para outro por intermédio de viajantes", disse a OMS sobre o coronavírus Mers, que causa tosse, febre e pneumonia.

Viajantes já transportaram esse novo vírus do Oriente Médio para países como Grã-Bretanha, França, Alemanha e Itália. Pessoas infectadas também foram encontradas na Jordânia, no Qatar, na Tunísia e nos Emirados Árabes Unidos.

"Consequentemente, todos os países do mundo precisam assegurar que seus profissionais de saúde estejam cientes do vírus e da doença que ele pode causar, e que, quando casos inexplicados de pneumonia forem identificados, o Mers-CoV (coronavírus) seja considerado."

O Mers-CoV – parente distante da Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars), que surgiu na China em 2002 e matou mais de 800 pessoas em todo o mundo – foi identificado primeiro na Arábia Saudita, no ano passado. Até agora, a doença já foi confirmada em 55 pessoas no mundo inteiro, das quais 31 morreram. Quarenta casos ocorreram na Arábia Saudita, principalmente em um hospital na província de Al Ahsa, no leste do país.

"O número total de casos é limitado, mas o vírus causa a morte em cerca de 60% dos pacientes", disse a OMS, ao apresentar os resultados de uma missão de especialistas internacionais que passou uma semana na Arábia Saudita, até o último domingo.

A OMS ainda não apresentou orientações específicas para viajantes que vão participar do haj, peregrinação que leva milhões de muçulmanos anualmente à Arábia Saudita e que, em 2013, cai em outubro.

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Homens usam máscaras cirúrgicas para se proteger do novo coronavírus em frente a um hospital na cidade de Dammam, na Arábia Saudita. Mortes pela doença no país já chegam a 17 (Foto: Reuters)Homens usam máscaras cirúrgicas para se proteger do novo coronavírus em frente a um hospital na cidade de Dammam, na Arábia Saudita. País lidera o número de casos e mortes pela doença (Foto: Reuters)
Fonte: g1.globo.com

terça-feira, 11 de junho de 2013

Série de entraves limita uso da energia eólica no Brasil

Críticos afirmam que governo toma apenas medidas imediatas para lidar com problemas emergenciais no setor energético (Foto: BBC)
Críticos afirmam que governo toma apenas medidas
imediatas para lidar com problemas emergenciais
no setor energético (Foto: BBC)
                              

De qualquer lado que se olhe, o setor eólico no Brasil é um dos mais promissores na área energética, segundo analistas e levantamentos recentes.

As condições de clima e relevo e os avanços tecnológicos fizeram com que o Global Wind Energy Council, que agrupa organizações e empresas do setor, elegesse o Brasil como um dos países de maior potencial na geração de energia pelo vento.

Sua participação na matriz energética brasileira deve obter o maior crescimento entre as diversas fontes de energia, saltando dos atuais 2% para 8% em oito anos, segundo Maurício Tolmasquim, presidente Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

Além disso, o uso do vento para gerar energia no país cresceu 73% em 2012, beneficiando 5 milhões de brasileiros por mês. E a discussão sobre as fontes eólicas ganharam ainda mais fôlego no início do ano, quando, diante de baixos níveis de reservatórios nas hidrelétricas, o país passou pelo risco de novos apagões ou racionamento. Para lidar com o problema, o governo usou as termoelétricas em caráter emergencial.

No entanto, esse recurso foi criticado por ser uma fonte de energia fóssil, por isso não renovável, poluente e de geração mais cara. Segundo um levantamento feito pela ONG ambiental Greenpeace na época, cada real gasto para operar as usinas térmicas poderia fornecer cinco vezes mais de energia se ela fosse gerada em campos eólicos.

Mas apesar dos argumentos ambientais e econômicos favoráveis, uma série de entraves continuam limitando a expansão da energia eólica e deixam seu aproveitamento no país muito aquém de todo seu potencial.

Confira alguns dos empecilhos:
Falta de planejamento a longo prazo
Mudanças em cima da hora, medidas imediatas apenas para lidar com problemas emergenciais e falta de transparência para as determinações futuras são alguns dos temores dos envolvidos na área de energia renováveis.

"O setor eólico é uma indústria nascente, precisa de fôlego, não pode ser algo que começa e depois é interrompido, pois isso pode ser fulminante", afirmou Elbia Melo, presidente-executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica) à BBC Brasil.

Para ela, sem sinais claros do governo, o investimento a longo prazo vai arrefecer. "E isso poderia fazer esse indústria morrer antes mesmo de seu nascimento para valer."

Na opinião do professor Ildo Luis Sauer, diretor do Instituto de Eletrotécnica e Energia da USP, o potencial competitivo da energia eólica no Brasil é desperdiçado justamente por uma falta de planejamento e coordenação do governo.

"Um mapeamento eólico detalhado, por exemplo, organizaria melhor os investimentos e se criaria escala", afirma o engenheiro, que foi diretor de Gás e Energia da Petrobras entre 2003 e 2007. "Mas o planejamento hoje é volátil e volúvel, além de termos uma estrutura pouco funcional, como órgãos demais atuando sobre o mesmo setor."

Em nota enviada à BBC Brasil, o Ministério de Minas e Energia afirmou que "o Centro de Pesquisas de Energia Elétrica tem trabalho na revisão do Atlas Eólico existente".

Insuficiência nas linhas de transmissão

Depois de ser gerada nos campos eólicos, a energia depende de linhas de transmissão para chegar aos consumidores. O que, na prática, parece lógico, na teoria não é tão claro assim. Atualmente, essas redes não são de responsabilidade das mesmas empresas que mantém os parques em si. E isso vem gerando uma falta de sincronia nos prazos de entrega.

"O problema das linhas de acesso é um enorme entrave. O prazo de três anos para um empreendimento (estipulado em muitos leilões) acaba sendo curto, já que com todos os trâmites, o tempo real de construção acaba sendo menor que três anos", afirma Ricardo Baitelo, coordenador da Campanha Clima e Energia do Greenpeace Brasil.

Um bom exemplo desse cenário ocorre no Nordeste, onde três usinas estão prontas, mas sem gerar energia há quase um ano por falta de linhas.

Essa falta de sincronia na região - que abriga 60 das 92 usinas eólicas - provoca um desperdício de energia que, por sua vez, representa um prejuízo para o governo que já ultrapassou os R$ 260 milhões, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Esse é o valor que o governo já pagou às empresas, uma vez que elas entregaram o empreendimento no prazo.

Além disso, de acordo com a Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica) essa produção desperdiçada seria suficiente para abastecer, por mês, cerca de 3,3 milhões de habitantes.

Questionado, o Ministério de Minas e Energia afirmou que vai implementar alterações nesse modelo no próximo leilão do setor, que está marcado para agosto. "No intuito de promover a redução de incertezas quanto ao escoamento da geração eólica contratada no Ambiente Regulado, o Leilão de Reserva apresentará consideráveis mudanças na sistemática adotada", afirma a nota do ministério, esclarecendo que o trâmite agora será feito em duas fases, atrelando às concessões à capacidade de distribuição.

Baixo investimento em pesquisas e desenvolvimento tecnológico
"Depois da descoberta do pré-sal, o investimento não apenas em eólica, mas em todas as outras energias renováveis diminuiu no país", afirma o professor do departamento de energia da Unesp José Luz Silveira. "Também não há subsídio do governo, especialmente aos pequenos produtores, como acontece na Europa."

Baitelo, do Greenpeace, concorda que a prioridade é para o petróleo, se compararmos como qualquer outra área do campo energético.

"Na academia, se vê uma produção maior em temas ligados ao pré-sal do que à energia eólica ou fotovoltaica", afirma, acrescentando que mais investimentos nesse setor poderia, por exemplo, desenvolver turbinas mais apropriadas para os ventos brasileiros.

Escolha por carvão

De acordo com os especialistas ouvidos pela BBC, o governo indicou no início do ano que gostaria de ter mais termoelétricas para complementar sua matriz e garantir o abastecimento. "Pudemos ver que o lobby do carvão se organizou e nessa ocasião acabou conseguindo o que queria", afirma Baitelo.

"Esse é o momento de equilibrarmos a matriz e darmos mais espaço para as térmicas", disse Tolmasquim, da EPE, ao anunciar no mês passado a contratação de usinas termoelétricas no leilão que contratará a demanda das distribuidoras a partir de 2018. O anúncio causou euforia no setor das carvoarias. Uma das empresas líderes neste mercado, a Tractebel, do empresário Eike Batista, divulgou que estudaria incluir seus projetos no leilão.

Fonte: g1.globo.com