sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Ibama apreende madeira retirada ilegalmente de floresta no oeste do Pará


Fiscais do Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Hídricos) apreenderam 915 toras de madeiras nobres, como maçaranduba, ipê e jatobá, durante ação montada para desarticular um esquema de exploração ilegal de madeira no oeste do Pará. A poucos quilômetros de Santarém, os agentes ambientais, que chegaram de helicóptero em uma área isolada da floresta, flagraram os madeireiros em atividade durante o dia e conseguiram apreender um caminhão e dois tratores.

No local, que fica às margens do Rio Curuatinga, os fiscais ainda encontraram uma uma balsa com 70 toras de madeira que seriam levadas para abastecer empresas na capital do estado.

De acordo com os agentes ambientais, essa região do Rio Curuatinga é alvo constante de ações ilegais de extratores de madeira que vêm de Santarém e de municípios como Prainha, Uruará e Medicilândia. Como é uma região extensa e de difícil acesso, os criminosos conseguem escoar facilmente a madeira pelo Rio Amazonas até Belém, de onde é exportada para a Europa e os Estados Unidos.

Segundo informações dos fiscais do Ibama, muitas madeireiras que estão sediadas em Santarém financiam o crime ambiental. O chefe de Fiscalização do Ibama na capital paraense, Tiago Jara, explicou que depois que a madeira é retirada da floresta, os infratores "esquentam" o produto com documentos fraudados, antes mesmo dela ser entregue nos pátios dessas empresas.

No local de extração ilegal, os agentes do Ibama ainda encontraram áreas de estocagem espalhadas na mata ao longo do rio. Representantes do órgão na cidade, garantiram que as margens serão monitoradas de helicóptero até a retirada das toras apreendidas, que serão usadas em obras sociais.

Fonte: Folha de S. Paulo

Austrália cria maior conjunto de reservas marinhas do planeta

O ministro do Meio-Ambiente australiano, Tony Burke, conversa com jornalistas em aquário de Sydney. Foto: AFP
O ministro do Meio-Ambiente australiano, Tony Burke, conversa com jornalistas em aquário de Sydney


Austrália anunciou a criação do maior conjunto de reservas marinhas do planeta. No total, os novos parques nacionais cobrem uma área de mais de 2,3 milhões de quilômetros quadrados no oceano, incluindo o Mar de Corais.
Foram colocadas restrições sobre a pesca e a exploração de petróleo e gás na área delimitada, que abrange mais de um terço dos territórios marítimos da Austrália.

A notícia de que o conjunto de reservas seria criado havia sido anunciada em junho, antecipando a participação da Austrália na conferência ambiental Rio+20, mas somente nesta quinta-feira o projeto foi aprovado e incorporado à legislação australiana.

Segundo o ministro do Meio Ambiente da Austrália, Tony Burke, a criação das reservas é um momento histórico para a conservação dos oceanos no país e no mundo.

"A Austrália abriga ambientes marinhos incríveis, incluindo o Cânion de Perth, no Sudoeste do país, e os deslumbrantes recifes do Mar de Corais. Esse anúncio consolida a posição da Austrália como líder mundial em proteção ambiental", disse Burke.

Oposição

Grupos que defendem os interesses da indústria da pesca na Austrália se opuseram ferozmente ao projeto, argumentando que ele representará perdas milionárias para os negócios.

Para compensar as empresas afetadas, Burke anunciou que serão liberados subsídios de 100 milhões de dólares australianos (R$ 213 milhões). Segundo o ministro, as reservas terão um impacto total de menos de 1% do valor da produção das empresas de pesca. Os grupos pesqueiros, porém, dizem que o impacto será maior e que diversos pescadores podem ser arruinados.

Segundo a organização Australian Marine Alliance, consultada pela agência de notícias AFP, 36 mil postos de trabalho podem ser fechados e a Austrália provavelmente terá de importar peixes e frutos do mar para atender a sua demanda interna.
O líder da oposição, Tony Abbott, apoiou o projeto, mas disse estar preocupado por não terem sido feitas consultas suficientes à sociedade e à comunidade científica antes da sua aprovação.

Riquezas submersas

O Mar de Corais tem uma fauna diversificada que inclui tubarões e atuns, além de recifes tropicais e cânions de águas profundas. Localizado próximo à costa de Queensland, no nordeste australiano, também abriga os destroços de três navios americanos, que naufragaram em 1942. O conjunto de reservas ecológicas marinhas também incluirá a Grande Barreira de Corais, classificada como patrimônio da humanidade pela Unesco.

Até a criação desse gigantesco parque de conservação marítima na Austrália, a maior reserva marinha do planeta era a das Ilhas Chagos, no Oceano Índico, criada pela Grã-Bretanha em 2010 e que tem 545 mil quilômetros quadrados.

Ambientalistas elogiaram a criação das reservas, mas disseram que outras medidas são necessárias para proteger os oceanos da Austrália. Alguns grupos, por exemplo, pedem uma proibição total da pesca comercial no Mar de Corais. Outros, criticam o fato de a exploração de petróleo e gás ainda ser permitida perto de áreas protegidas.

Fonte: Terra

Projeto prevê construção de ilha itinerante com garrafas PET, no AM


Para a construção serão coletadas, no total, 1 milhão de garrafas.
Segundo idealizador, ilha funcionará como aprendizado sobre sustentabilidade.


O vegetariano e ambientalista manauara Rulian Holanda, de 29 anos, idealizou em 2010 um projeto itinerante que conta atualmente com 50 empresas parceiras, e que tem como objetivo a retirada do meio ambiente de mais de 1 milhão de garrafas PET para a construção de uma ilha artificial. Segundo ele, o projeto é sem fins lucrativos e foi desenvolvido com o intuito de incentivar as práticas sustentáveis.


Rulian afirmou que o 'Ilha PET' está dividido em três etapas. "A primeira consiste nas campanhas e arrecadações em escolas, igrejas, condomínios, faculdades, entre outros lugares. A segunda é a construção da ilha, feita com voluntários cadastrados no projeto e subdividida em quatro etapas, na primeira será feita a triagem das garrafas. Já a terceira engloba o funcionamento da ilha", explicou. Ao todo, 500 voluntários já estão inscritos.



Rulian Holanda fazendo coleta das garrafas PETs (Foto: Divulgação/ Ilha PET)Rulian Holanda fazendo a coleta das garrafas PET (Foto: Divulgação/Ilha PET)O idealizador destacou que o 'Ilha PET' possui um conceito itinerante e irá passar por lugares como Tarumã, Praia da Ponta Negra, próximo à Ponte Rio Negro, e Marina do Davi. "A ideia é que o projeto leve o conhecimento ao maior número possível de pessoas na cidade", frisou.De acordo com ele, 200 mil garrafas PET já foram recolhidas desde o início do projeto. "A primeira etapa da construção, que acontecerá neste sábado [17 de novembro], será feita com as 200 mil garrafas coletadas", afirmou. O evento irá acontecer em Manaus, na Avenida Senador Raimundo Parente, de 9h às 17h, ao lado da entrada lateral do Clube Municipal, será aberto ao público, e terá atrações musicais.

"Para participar no dia basta levar cinco garrafas PET. Estaremos fazendo a distribuição de
mudas, de lixeirinhas para automóveis, e ainda contaremos com atrações musicais, como as
bandas Tucumanus e Cabocrioulo", destacou Rulian Holanda.
Apresentação da maquete da ilha PET (Foto: Divulgação/ Ilha PET)Apresentação da maquete da 'Ilha PET' (Foto: Divulgação/llha PET)

O 'Ilha PET', que tem previsão de entrega para o primeiro semestre de 2013, será destinado a projetos que abordem temáticas de sustentabilidade e meio ambiente. "Nele aproveitaremos a água das chuvas e teremos agricultura orgânica. Será um local para educação ambiental. A pessoa vai entrar na ilha e em vez de pagar 10 reais, vai pagar com dez garrafas PET. A ilha oferecerá ainda palestras, workshops, oficinas de arte com PET, entre outras atividades", disse. 

Sobre projetos futuros, Rulian ressaltou que o objetivo final é construir uma ilha PET em cada município do Amazonas. "Não vai existir um dia em que vamos parar de recolher as garrafas, porque vamos estar sempre expandindo a ilha e criando novas ilhas", contou. "O projeto já foi implantado em Maués, e estamos começando a implantá-lo em Balbina e Presidente Figueiredo". Para o idealizador, a problemática das garrafas PET atingem o mundo todo. "É preciso que as pessoas façam algo, ponham a mão na massa e saiam das suas zonas de conforto", completou


O que é: Construção da Ilha PETQuando: Sábado (17 de novembro)Horário: das 9h às 17hOnde: Avenida Senador Raimundo Parente, ao lado do Clube MunicipalEntrada: 5 garrafas PET

Fonte: g1.globo.com

Técnica israelense permite traçar retrato de suspeitos pelo DNA


                                             

Geneticistas israelenses desenvolveram um método que possibilita a identificação simultânea e rápida de várias características físicas de pessoas a partir de amostras de DNA.
O método, desenvolvido pelos cientistas Dany Berkovitz e Yoram Plotsky, poderá agilizar a busca de suspeitos de crimes, pois concentra vários exames em um só "chip genético" e possibilita a identificação muito mais rápida do tipo físico do dono do DNA.
"A partir de um fio de cabelo poderemos saber rapidamente se a pessoa é homem ou mulher, alta ou baixa, tem cabelos lisos ou crespos, qual é sua idade e cor de olhos, origem étnica e muitas outras características", afirmou Plotsky, que é diretor do laboratório Galil Genetic Analysis (GGA), no norte de Israel.
O cientista disse à BBC Brasil que hoje em dia já existem diversos exames que possibilitam a identificação dessas características, porém cada exame é feito separadamente e o processo pode durar várias semanas. Com a nova técnica, exames que antes duravam semanas podem ser feitos em um dia e o custo do processo é "bem mais barato".

Integração

Segundo ele, o novo método possibilitará uma integração dos exames pois será criado um "chip" genético. "Até hoje as amostras de DNA recolhidas eram comparadas com um banco de dados e se não houvesse compatibilidade explícita, não poderiam ser aproveitadas", afirmou Plotsky.
De acordo com o cientista, dentro de cerca de um ano o método poderá ser amplamente utilizado. O método é fruto do trabalho conjunto do GGA com o Instituto Biotecnológico da Faculdade de Tel Hai.
De acordo com o professor de Genética Molecular de Tel Hai, Dany Berkovitz, o método "fornece instrumentos moleculares para dar pistas à policia". "A partir de amostras de DNA, como fios de cabelo ou restos de saliva, poderá ser agilizada a identificação de quem esteve em um determinado momento, em um determinado lugar, e deixou a amostra no local", afirmou.
De acordo com Berkovitz, "o chip genético possibilita a observação simultânea de vários pontos no genoma e o exame de alterações genéticas paralelamente".
A nova tecnologia possibilitará a rápida eliminação de várias possibilidades e tornará o trabalho da polícia mais eficaz, dizem os cientistas. De acordo com os cientistas, o método se encontra em fase de validação e poderá ser comercializado dentro de um ano.


Fonte: Terra

Polícia de Hong Kong apreende mais de 1 tonelada em dentes de marfim


Contêiner com 569 peças de material ilegal foi barrado em porto da cidade.
È a segunda grande apreensão do tipo na região em menos de um mês.

A alfândega de Hong Kong divulgou nesta sexta-feira (16) a segunda grande apreensão de marfim ilegal em menos de um mês. Os enormes dentes extraídos de elefantes somam mais de 1 tonelada e valem cerca de US$ 1,4 milhão. (Foto: Kin Cheung/AP)Enormes dentes de marfim apreendidos são exibidos em Hong Kong (Foto: Kin Cheung/AP
A polícia alfandegária de Hong Kong divulgou nesta sexta-feira (16) a segunda grande apreensão de marfim ilegal em menos de um mês. Os enormes dentes extraídos de elefantes somam mais de 1 tonelada e valem cerca de US$ 1,4 milhão.O material foi exibido durante uma coletiva de imprensa. Segundo os oficiais, as 569 peças pesam um total de 1.330 quilos. Elas foram descobertas em um contêiner que chegou a um porto da cidade chinesa.
Fonte: g1.globo.com

¨Como sempre a apreensão ocorre após a morte de centenas de animais, isso não deveria ser permitido que acontecesse¨  Eduardo M. Franco

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quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Batalhão Ambiental apreende 307kg de pescado ilegal em feira, no AM


Duas pessoas foram detidas e encaminhadas à delegacia.
Fiscalização devem ocorrer de 15 em 15 dias em feiras alternadas.

Fiscalização ocorreu durante a manhã desta quinta-feira.jpg (Foto: Divulgação / Polícia Militar)Fiscalização ocorreu durante a manhã desta quinta-feira (Foto: Divulgação / Polícia Militar)
Outro foco é fiscalizar a venda de outras seis espécies que entram em período de defeso nesta quinta (15). “A comercialização do aruanã, matrinxã, pacu, sardinha, mapará e pirapitinga estão proibidas até o dia 31 de março”, afirmou o tenente Abreu.
O feirante responsável pelo tambaqui e a responsável pelos quelônios foram encaminhados ao 1º Distrito Integrado de Polícia, devido a Delegacia Especializada em Crimes contra o Meio Ambiente (Dema) não funcionar neste feriado. “A mulher não assumiu a mercadoria era dela, mas só a presença do quelônio já é suficiente para encaminhá-la à delegacia”, disse o tenente. Os policiais do Batalhão Ambiental estão na feira da Panair desde às 7h da manhã. As fiscalizações devem ocorrer de 15 em 15 dias em feiras alternadas.

Protesto

O feirante responsável pelos 130 kg de tambaqui, Jackson Cruz, afirmou ter a guia de comercialização do pescado e que não entendia porque estava sendo detido e a carga sendo apreendida. "Eu tenho todos os documentos e minha guia de comercialização do peixe estava no pescado", afirmou o comerciante.
No entanto, o sargento do Batalhão Ambiental, Natanael Freire, explicou que é necessário possuir documentações que comprovem a quantidade adquida pelo comerciante ao frigorífico.

"É necessário ter o recibo. No caso do Jackson, havia a identificação de uma grande quantidade de peixe que um feirante não compra por ser uma quantidade digna de frigorífico. Há o risco do comerciante adicionar outros peixes na carga que não passaram pela fiscalização", explicou o sargento.

Fonte: g1.globo.com

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Cuidem das nossas PRAIAS



Esta chegando à época de temporada nas praias do Brasil e com isso ocorre um grande aumento de sujeiras que são deixadas nas praias em todo litoral do Brasil. Muitas pessoas não tem consciência da poluição e do prejuízo ambiental direto e indireto que os lixos deixados na areia causam.


Não Jogue Bitucas de cigarro na areia

Bitucas de cigarro, por exemplo, acabam servindo de alimento para pássaros que acabam em óbito após ingerir essas bitucas que são deixadas aos montes na areia. Outro problema muito comum é com sacolas plásticas e outros materiais semelhantes que são levadas para o mar e podem causar a morte de muitos animais entre eles as tartarugas.

Abaixo temos uma tabela que mostra o tempo de decomposição de alguns resíduos sólidos que são deixados nas praias.



Infelizmente muitas pessoas não criam a consciência de manter as praias limpas pelo seguinte pensamento: ¨Vou apenas uma vez por ano ou menos e não vou me preocupar com isso¨ ou ¨Já estava tudo sujo quando eu cheguei um pouco a mais não faz diferença¨

Não deixe embalagens de salgadinhos na areia
                                     

Mas se todos nos pensássemos assim nossas praias não iriam se diferenciar muito de lixões que existem pelo país e  se queremos encontrar todos os anos nossas praias limpas e preservar a fauna marinha devemos sempre recolher nosso lixo quando vamos embora.

Um papel importantíssimo dos pais é também conscientizar os filhos da extrema importância de sempre recolher o lixo. As vezes até pegar uma garrafa ou uma sacola que não fomos nós que jogamos mas se esta ao nosso alcance devemos retirar para não prejudicar a natureza.


Não deixe sacolas, embalagens e pets jogadas na areia
                             

E não se esqueça não basta recolher o lixo e deixar a sacola com ele na praia, leve junto com você e deposite na LIXEIRA mais próxima.

E nunca se esqueçam as praias são de uso comum e alem de dos seres humanos existem diversos animais que vivem e se alimentam nesses locais.


Repense suas idéias enquanto é tempo....


Estudo vê erros ambientais em setor elétrico do Brasil


Políticas energéticas mal planejadas e sob a influência de grupos econômicos nacionais e estrangeiros. Enorme quantidade de energia desperdiçada nas linhas de transmissão. Necessidade de superar noções de usinas hidrelétricas como fonte de energia limpa, barata e renovável. Gigantesco potencial de energia eólica e solar menosprezado.

Essas são as principais conclusões de um estudo sobre o setor elétrico sob o prisma da sustentabilidade lançado ontem em São Paulo.

Elaborado por um coletivo de ONGs e membros da academia brasileira, os artigos trazem uma visão crítica sobre a política energética brasileira, amplamente baseada em grandes usinas hidrelétricas, e trazem propostas sobre alternativas para garantir o futuro energético do país.

"O estudo indica que é plenamente possível para o Brasil alcançar a segurança energética com uma vigorosa política de eficiência e de expansão da oferta a partir das fontes alternativas como a eólica, a biomassa (os resíduos agrícolas, particularmente o bagaço da cana-de-açúcar), a energia solar, e mesmo as pequenas centrais hidrelétricas, se os projetos considerarem de forma adequada as populações ribeirinhas atingidas", diz Célio Bermann, professor do Instituto de Energia Elétrica da USP e autor de um dos artigos.
Cerca de 77% da matriz elétrica brasileira é de fonte hidrelétrica e o governo planeja a construção de dezenas de grandes e pequenas hidrelétricas nos próximos anos na região amazônica.

Segundo o estudo, é enganosa a ideia que a energia hidrelétrica é uma fonte de energia limpa. No complexo Belo Monte/Babaquara, no rio Xingu, seriam necessários até 41 anos para se chegar a um saldo positivo em termos de emissões de gases de efeito estufa. Devido à flutuação no nível da água do rio, é esperada uma variação de 23 m no reservatório de Babaquara a cada ano. Quando atingir o nível mínimo, a vegetação herbácea, de fácil decomposição, cresceria rapidamente no reservatório. Quando o nível de água subisse, a vegetação decomposta produziria grandes quantidades de metano.
Um dos artigos do estudo trata das perdas de energia no sistema elétrico brasileiro. O Brasil atualmente desperdiça 15,4% de sua oferta total de energia.

Em comparação, o Chile tem perdas totais de 5,6%, o Peru de 9,3% e a Argentina de 9,9%. Segundo relatório do TCU, tal desperdício tem impacto direto na tarifa ao consumidor.

O ministério de Minas e Energia, por meio de sua assessoria, diz que as perdas de energia elétrica são elevadas devido a alta participação da energia hidráulica na matriz elétrica, às dimensões continentais do país e ao aumento da geração longe dos centros consumidores. Isso "impõe ao Brasil condições de distribuição de energia elétrica complexas e distintas dos demais países"

Fonte:Folha de S. Paulo

Governo alemão aprova realização de testes genéticos em embriões

                                           


O Conselho de Ministros da Alemanha aprovou nesta quarta-feira um decreto relativo ao Diagnóstico Genético Pré-implantacional (DGP) que abre caminho ao estudo genético de embriões concebidos in vitro antes de sua implantação no útero.
O Bundestag, a câmara baixa do Parlamento alemão, já tinha aprovado a lei correspondente em julho de 2011, mas só a partir deste decreto, que ainda deverá ser aprovado pelo Bundesrat (a câmara alta) se torna efetiva a medida que permite realizar testes genéticos.
No entanto, o DGP fica limitado a alguns casos determinados, como, por exemplo, se existir um elevado risco congênito e risco de aborto ou morte para o feto.
Além disso, o estudo genético deverá ser precedido obrigatoriamente de uma assessoria aos futuros pais e da aprovação de uma comissão ética, podendo ser realizado unicamente em centros especializados.
O projeto de lei para permitir o DGP em casos determinados, apresentado há quase um ano e meio pela secretária de Estado de Saúde, a liberal Ulrike Flach (FDP), foi aprovado por 326 deputados e rejeitado por 260, com oito abstenções.
Na ocasião, Ulrike advertiu que uma proibição dos testes genéticos obrigaria eventualmente uma mulher a abortar para evitar a transmissão de doenças hereditárias.
Para o defensor do paciente no Parlamento, Wolfgang Zöller, assim como para a maioria de deputados que se opuseram aos testes genéticos, "o DGP supõe a realização de uma seleção", já que "entre os embriões fecundados artificialmente, uns são escolhidos e outros desprezados". EFE

 Fonte: Terra

Manaus sediará Encontro Preparatório para o Fórum Mundial de Ciência 2013

Estão abertas as inscrições online para o 3º Encontro Preparatório para o Fórum Mundial de Ciência 2013.

Manaus será a terceira capital a reunir cientistas, pesquisadores, especialistas de diversas áreas e representantes do poder público para discutir importantes temas ligados à "Diversidade tropical e ciência para o desenvolvimento", entre os dias 28 e 30 de novembro no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).

O Encontro na capital do Amazonas faz parte da programação das reuniões temáticas em sete capitais e tem como objetivo promover uma ampla discussão nacional para ser levada para o âmbito internacional. As propostas relatadas serão encaminhadas para o Fórum Mundial de Ciência, que será realizado no Rio de Janeiro em novembro de 2013.

Será a primeira vez que o evento ocorrerá fora da Hungria. Com o tema "Ciência para o Desenvolvimento Global", o Fórum é organizado pela Academia de Ciências da Hungria em parceria com Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), International Council for Science (ICSU), American Association for the Advancement of Science (AAAS), a Academy of Sciences for the Developing World (TWAS), o European Academies Science Advisory Council (EASAC) e a Academia Brasileira de Ciências (ABC).

Organizado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação do Amazonas, Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), ABC e o Inpa, o Encontro Preparatório de Manaus abordará os seguintes assuntos:

- Trópico úmido: singularidades, potencialidades, demandas para seu desenvolvimento e o papel da ciência;
- Ciência para o uso de recursos naturais e tropicais;
- Florestas tropicais, mitigação e adaptação a mudanças climáticas;
- Educação e cultura para formação de cientistas e inovadores nos trópicos;
- Ética e ciência na fronteira do conhecimento;
- Ciência para inclusão social e redução da pobreza nos trópicos

O Encontro, programado para acontecer no Auditório da Ciência, contará com a participação especial do pesquisador e professor Edward Osborne Wilson (Harvard University, EUA), com o tema principal "Diversidade tropical e ciência para o desenvolvimento", após a abertura solene composta por autoridades locais e nacionais às 15h do dia 28.

Para atender ao público que não puder comparecer ao evento, o CGEE transmitirá ao vivo as palestras e atividades pela web. A ideia é garantir que pesquisadores, cientistas e profissionais do setor tenham acessos às principais discussões sobre os temas apresentados no Encontro de Manaus.

Comissão Executiva Nacional do Fórum já realizou dois Encontros Preparatórios. O primeiro aconteceu em São Paulo, entre os dias 29 e 31 de agosto deste ano, com o tema 'Ciência para o desenvolvimento global - da educação para a inovação: construindo as bases para a cidadania e o desenvolvimento sustentável'.

O segundo foi realizado na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), entre os dias 29 e 30 de outubro, com o tema 'Desafios para o desenvolvimento científico e tecnológico nos trópicos'.

As inscrições para o Encontro Preparatório de Manaus podem ser feitas no linkhttp://fmc.cgee.org.br/index.php?option=com_wrapper&view=wrapper&Itemid=188. A entrada é franca e a transmissão online do evento será por meio do link:http://fmc.cgee.org.br.

SP fica distante de meta de redução de gases do efeito estufa


                                      
A maior cidade brasileira deve descumprir sua meta inicial de redução das emissões de gases do efeito estufa, após novos dados divulgados nesta quarta-feira mostrarem um aumento desse tipo de poluição em São Paulo no perído de nove anos até 2011.

Clima de A a Z: veja principais termos ligados às mudanças climáticasa
O novo inventário paulistano das emissões de gases que causam o aquecimento global indicam que as taxas cresceram 4,4% de 2003 a 2011, atingindo 16,4 milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente, principalmente devido à maior demanda energética.
Em 2009, o prefeito Gilberto Kassab sancionou uma lei climática que incluía uma ambiciosa meta de redução de 30% nas emissões até 2012, em relação a 2003. "É basicamente impossível agora cumprir essa meta", disse Fernando Beltrame, especialista em emissões da consultoria paulistana Eccaplan.
A situação de São Paulo é típica das grandes áreas urbanas em economias emergentes avançadas. Nos últimos anos, o rápido crescimento econômico e as políticas sociais mais inclusivas tiraram milhões de pessoas da pobreza na América Latina, mas isso resultou num aumento das emissões.
Beltrame disse que, embora as emissões paulistanas não tenham aumentado significativamente nesses nove anos, o governo municipal não tem políticas adequadas para a redução dos gases do efeito estufa. "São Paulo precisa de um plano integrado de mobilidade, um sistema eficiente de manejo do lixo e incentivos para os biocombustíveis", afirmou.
Segundo dados do inventário, realizado pela prefeitura e consultorias especializadas, com financiamento doBanco Mundial, 61% do total de CO2 veio do setor de transportes, e 15,6% foram gerados pelo lixo.

Medidas

A megalópole, uma das cinco maiores do mundo, já tomou algumas medidas para combater as emissões ao estabelecer, por exemplo, parcerias com o setor privado para capturar e direcionar o metano dos aterros sanitários para geração de energia. A prefeitura recebe por esses projetos créditos de carbono da ONU, os quais são vendidos em leilões.
São Paulo integra o C-40, grupo de cidades que busca políticas de combate à mudança climática. Desde 2009, os veículos leves licenciados na cidade precisam passar por inspeções de poluentes. Mas a cada dia, a cidade ganha cerca de mil novos carros.
Especialistas acreditam que a cidade precisará de programas mais agressivos para controlar as emissões se quiser interromper a tendência de alta.
Os dados municipais mostram que o consumo elétrico por domicílio saltou 33% entre 2003 e 2009, já que as famílias passaram a usar mais eletrodomésticos. Nesse período, o volume per capita de emissões passou de 1,3 t de CO2e/ano para 1,4 t.
Isso ainda está bem aquém do volume registrado em cidades mais ricas, como Nova York, onde cada habitante emite cerca de 6t de CO2e por ano.
Os dados também mostram uma redução na quantidade de etanol usada na cidade nos últimos dois anos, em comparação à gasolina, o que piorou o perfil das emissões relacionadas à queima de combustíveis.
A conjunção de fatores como safras ruins de cana-de-açúcar nos últimos anos e aumentos dos custos de produção fizeram com que o etanol perdesse competitividade ante a gasolina, cujos preços tem sido mantidos estáveis por políticas do governo federal.
"A falta de incentivos para o uso de biocombustíveis significa que a enorme frota de carros flex em São Paulo passa a maior parte do ano rodando com gasolina", disse o analista ambiental independente Sérgio Abranches, comentando os dados do inventário.

Fonte: Terra

Obama diz que mudança climática será foco de seu segundo mandato


Presidente dos EUA afirmou que tentará diminuir danos do fenômeno.
Reeleito no país, Obama concedeu entrevista nesta quarta-feira.

O presidente norte-americano, Barack Obama, disse nesta quarta-feira (14) que o derretimento do gelo e o aumento das temperaturas globais são sinais de que a mudança climática é real e que ele tentará mitigar os danos deste fenômeno.
"O impacto do aquecimento global será oneroso e as medidas para reduzir o carbono na atmosfera também vão exigir grandes investimentos e, assim, enfrentar a mudança climática será um empreendimento político difícil", disse Obama.
"Vocês podem esperar que ouvirão mais de mim nos próximos meses e anos sobre como podemos moldar uma agenda que tenha apoio bipartidário", disse o presidente, em entrevista coletiva, lembrando que há uma maneira de enfrentar a mudança climática e ajudar o economia.

O presidente dos EUA, Barack Obama, dá sua primeira entrevista coletiva pós-reeleição, nesta quarta-feira (14), na Casa Branca (Foto: AFP)O presidente dos EUA, Barack Obama, dá sua primeira entrevista coletiva pós-reeleição, nesta quarta-feira (14), na Casa Branca (Foto: AFP)
Em julho, uma pesquisa divulgada informou que a maioria dos americanos já não vê a mudança climática como um problema ambiental global mais urgente para o planeta. 
Segundo o levantamento feito pelo jornal "Washington Post" com a Universidade de Stanford (Califórnia), 29% dos entrevistados citam a poluição da água e do ar como a preocupação prioritária para o meio ambiente, enquanto apenas 18% referem-se ao aquecimento global. Em 2007, 33% dos entrevistados se preocupavam com a mudança do clima.
Pouco mais de 800 adultos americanos foram entrevistados por telefone para este estudo realizado entre 13 de maio e 21 de junho, duas semanas antes de uma grande onda de calor com temperaturas recordes provocar tempestades de extrema violência, que deixaram milhões de casas sem eletricidade em nove estados, principalmente na costa leste.

Fonte: g1.globo.com


Oceanógrafo defende controle ambiental na área de exploração do pré-sal


A sustentabilidade dos oceanos é um dos principais temas de debate do 5º Congresso Brasileiro de Oceanografia (CBO'2012), aberto ontem (13) à noite, no Rio de Janeiro.

O presidente do congresso, Carlos Leandro da Silva Júnior, vice-presidente da Associação Brasileira de Oceanografia (Aoceano), defendeu controle ambiental na área de exploração do pré-sal. "A gente tem visto aumento da produção de petróleo e a discussão no Congresso em torno da divisão dos royalties do petróleo, mas ninguém bota a questão ambiental no âmbito do pré-sal. Ou seja: o que está se fazendo na realidade para um bom monitoramento ambiental da região que ninguém conhece?".

Leandro enfatizou a necessidade de se evitar o que ocorreu na Bacia de Campos, no estado do Rio de Janeiro. Ali, disse, os trabalhos de exploração e perfuração começaram a ser efetuados antes da realização de estudos ambientais. Com isso, perderam-se as referências de como era o ambiente naquele local, indicou o presidente do CBO'2012.

Ele ressaltou a importância da linha base do processo de conhecimento, para evitar consequências negativas no futuro. "Como você vai preservar uma coisa que não conhece?", indagou, para acrescentar: "A gente acha que antes de começar a produção e os investimentos, a preocupação deveria ser a realização de estudos em oceanografia para desenvolver o conhecimento na região, ter o mapeamento de tudo da área de biologia, de pesca, química, sísmica, para depois poder furar". Prejuízos à flora e à fauna marinha serão abordados. "Não se pode mitigar alguma coisa sem conhecer antes", reiterou.

Outra preocupação diz respeito à questão das energias renováveis nos oceanos. Isso envolve, segundo o presidente do congresso, a geração de energia a partir das ondas e a energia eólica no mar. "São temas que têm de ser discutidos". Os corais encontrados em águas profundas e os impactos das mudanças climáticas nos corais são outros temas que serão debatidos durante o encontro, que se estenderá até o próximo dia 16.

Carlos Leandro salientou, ainda, a questão da gestão e da segurança dos portos. "Em um país como o nosso, que precisa crescer, porto é fundamental do ponto de vista de exportação e importação. O Brasil precisa ter bons portos, com segurança operacional, com conhecimento das áreas do entorno". É preciso que os portos estejam preparados para grandes acidentes, com planos de emergência para as áreas, defendeu.

O monitoramento e a mitigação de vazamentos de óleo no mar serão examinados durante o congresso, para evitar que incidentes possam vir a afetar, inclusive, outros países, alertou o vice-presidente da Aoceano. É preciso, reforçou, que as pessoas atentem para o fato que o Brasil tem oito mil quilômetros de costa e vejam a importância das espécies do oceano profundo e não somente das praias. "Tem que ver a importância do oceano no seu aspecto mais amplo".

Além de workshops, visando à elaboração de propostas que serão encaminhadas à sociedade, o congresso contará com palestras de especialistas e apresentação de 1.360 trabalhos científicos. O evento conta com apoio da Marinha, da Petrobras, da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Está prevista palestra sobre a importância da oceanografia para a estratégia da Marinha. Durante o congresso, serão comemorados os 35 anos do curso de oceanografia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

O CBO'2012 objetiva apresentar novos conhecimentos por meio de pesquisas técnicas e científicas na área dos oceanos. Esta é a primeira vez que o evento é promovido no Rio de Janeiro, estado considerado pela Aoceano uma referência no Brasil no que tange a questões no mar.

Em paralelo, ocorrerá a 7ª Feira Técnico-Científica Brasil Oceano, para apresentação, promoção e comercialização de novos produtos, serviços e tecnologias. Leandro revelou que a feira pretende estimular alunos do segundo grau de escolas públicas e privadas a conhecerem equipamentos usados em oceanografia, entre os quais um radar que mede correntes remotamente. A feira destaca também projetos ambientais desenvolvidos por organizações não governamentais (ONGs). "As ONGs não podem ficar fora do processo, porque além de formadoras de opinião, elas são uma forma de pressionar o setor produtivo a ter políticas ambientais".

Fonte: Jornal da ciência